Nicolás Maduro e Cilia Flores

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado (3) ao The New York Times e à Fox News que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa estão a bordo do navio USS Iwo Jima, rumo a Nova York.

“Sim, os de Iwo Jima estão em um navio”, disse Trump em uma entrevista por telefone à Fox News na manhã deste sábado (3). “Eles vão para Nova York. Os helicópteros os levaram de lá, e eles fizeram um voo agradável de helicóptero — tenho certeza de que adoraram. Mas eles mataram muita gente, lembrem-se disso.”

Questionado sobre as alternativas que ofereceu a Maduro, Trump afirmou: "Bem, basicamente eu disse: você tem que desistir. Você tem que se render."

Ele disse à Fox que conversou com Maduro há uma semana. “Este era um símbolo muito importante, e nós — eu tive conversas. Na verdade, falei com ele pessoalmente, mas disse: você tem que desistir. Você tem que se render”, disse Trump.

Detalhes da operação militar e situação em Caracas

Testemunhas e equipes jornalísticas relataram explosões, colunas de fumaça e o som de aeronaves sobrevoando a capital venezuelana por aproximadamente 90 minutos. Moradores de cidades costeiras descreveram o céu ficando vermelho e o solo tremendo durante as explosões.

Diversas áreas de Caracas sofreram interrupção no fornecimento de energia elétrica logo após o início dos bombardeios.

Paralelamente aos ataques, a FAA (Administração Federal de Aviação) dos EUA proibiu que aeronaves americanas operem no espaço aéreo da Venezuela, citando riscos de segurança associados à atividade militar em curso.

Trump classificou a ação como uma "operação brilhante" e marcou uma coletiva de imprensa na Flórida para detalhar o ocorrido.

Acusações contra Maduro

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou neste sábado (3) uma nova acusação contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, juntamente com sua esposa e filho.

Maduro e seus aliados transformaram as instituições venezuelanas em um foco de corrupção alimentada pelo narcotráfico para benefício próprio, alegou o Departamento de Justiça na acusação.

Essa corrupção "enriquece os bolsos de autoridades venezuelanas e suas famílias, ao mesmo tempo que beneficia narcoterroristas violentos que operam impunemente em solo venezuelano e que ajudam a produzir, proteger e transportar toneladas de cocaína para os Estados Unidos", diz a acusação.

Desde 2020, Maduro enfrenta processos nos EUA por narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e outras acusações correlatas.

Investigações anteriores do governo americano alegam a existência de uma conspiração de décadas, na qual Maduro e assessores de alto escalão teriam oferecido proteção política e militar a grupos narcoterroristas.

Na época dos primeiros indiciamentos, promotores afirmaram que o líder venezuelano utilizava o tráfico de drogas como uma ferramenta estratégica contra os interesses dos Estados Unidos.

Julgamento nos EUA

A Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, declarou que Maduro enfrentará a justiça americana por crimes contra o país. Com a chegada em solo americano, Maduro deve ser submetido ao sistema judicial para responder pelos mandados de prisão pendentes.

O governo dos EUA oferecia uma recompensa de 50 milhões de dólares por informações que levassem à sua detenção, valor atualizado em agosto de 2025.

Enquanto a Justiça dos EUA prepara o julgamento, a situação política na Venezuela permanece incerta, com o governo local tendo decretado emergência nacional e a oposição monitorando uma possível transição de poder.

*Com informações da Reuters