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O sigilo fiscal da mulher do ministro do Supremo Alexandre de Moraes foi quebrado indevidamente.

A coluna apurou que as investigações indicam que o acesso sem autorização aos dados de Viviane Barci de Moraes teria sido feito por um servidor do Serpro (empresa de tecnologia do governo federal) cedido à Receita.

A advogada não foi o único alvo. A coluna apurou que o filho de um outro ministro do Supremo também teve a declaração de Imposto de Renda devassada sem autorização judicial.

 

A apuração sobre os acessos irregulares foi determinada por Moraes. O ministro ordenou que a Receita rastreasse qualquer consulta ou tentativa de acesso envolvendo os atuais dez integrantes da Corte, bem como suas esposas, filhos, irmãos e todos os ascendentes. O relatório deve ser apresentado após o Carnaval.

As quebras já identificadas terão duas frentes: uma administrativa e outra criminal.

Caberá à Polícia Federal investigar se a quebra dos dados fiscais da mulher de Moraes e do filho de um dos ministros foram encomendadas para serem vendidas a terceiros.

A Folha de S.Paulo revelou hoje que Moraes pediu a investigação no âmbito do inquérito das fake news, que apura ataques coordenados contra integrantes da Corte nas redes sociais, mas não apontou a identificação das quebras.

O ministro busca identificar a origem de vazamentos para a imprensa sobre informações que o relacionam ao Banco Master.

A mulher de Moraes foi contratada pelo banco de Daniel Vorcaro por R$ 129 milhões. O valor do contrato gerou questionamentos pelo fato de o escritório não assinar nenhuma causa para o Master e ser pouco conhecido no meio jurídico.

Fonte:Metrópoles