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| Pouco mais de 4% dos caminhoneiros têm menos de 30 anos no Brasil hoje Crédito: Shutterstock |
Uma
greve nacional de caminhoneiros pode acontecer até o final de semana,
de acordo com presidente da Associação Brasileira dos Condutores de
Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, o Chorão. A declaração
foi feito em meio aos rumores de paralisação.
Segundo
Landim, a Abrava tem articulado com entidades estaduais para ampliar a
adesão e alinhar uma eventual data única. "Pode acontecer até o fim de
semana", disse à Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo
Estado. A mobilização avançou após assembleia realizada na segunda-feira
(16), no Porto de Santos, em São Paulo, que deliberou pela paralisação e
reuniu lideranças de várias regiões do País.
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| Jalber Rodrigues tem 38 anos e é caminhoneiro há duas décadas por Acervo pessoal |
A
decisão ocorre por causa do aumento nos preço do diesel. A escalada foi
intensificada com a alta do petróleo no mercado internacional em meio
ao conflito no Oriente Médio. "O transportador autônomo está pagando pra
trabalhar, na realidade", disse o dirigente.
Na
primeira semana de março, o preço médio do S-10 subiu mais de 7%,
segundo levantamento do setor, e continuou avançando ao longo do mês,
levando o combustível a patamares próximos de R$ 6,90 por litro em média
nacional, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP).
O
movimento ocorre em um ambiente de forte volatilidade internacional,
com o petróleo acima de US$ 100 o barril.A tentativa do governo federal
de conter a alta, por meio de pacote anunciado em 12 de março, com
redução de tributos e subvenção ao diesel, teve efeito limitado após o
reajuste promovido pela Petrobras no dia seguinte. Mesmo com o aumento
de 11,6% nas refinarias, a Associação Brasileira dos Importadores de
Combustíveis (Abicom) aponta que o preço ainda permanece abaixo do
mercado internacional, indicando risco de novas pressões.
No
frete, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atualizou na
sexta-feira (13) a tabela de pisos mínimos, com reajustes de até 7%,
após a alta de mais de 13% no diesel acionar o gatilho previsto na Lei
nº 13.703/2018. Para Chorão, no entanto, a medida tem alcance limitado
sem fiscalização efetiva. "Esta semana saiu um gatilho dentro da lei
703, e até hoje não tem fiscalização, não tem pessoal cumprindo",
afirmou.Além da recomposição do frete, a categoria mantém demandas
estruturais, como a implementação do travamento eletrônico da planilha
de custo mínimo operacional e a isenção de pedágio para caminhões
vazios.
"Numa
situação de crise, a isenção do pedágio é mais importante do que você
ter tirar o PIS/Cofins incidentes sobre o diesel", disse.Apesar de
manter diálogo com o governo, o dirigente cobra medidas concretas. A
Casa Civil entrou em contato com lideranças nesta semana, mas, segundo
ele, não houve avanço suficiente.
"A
gente precisa sair do diálogo de verdade e ir pra efetivação",
afirmou.A estratégia inicial da categoria é evitar bloqueios de rodovias
e priorizar a paralisação voluntária das atividades. "A ideia é
conscientizar o transportador rodoviário pra que fique em casa, não
carregue", disse Chorão. Ele não descarta, porém, a possibilidade de uma
mudança de postura caso não haja resposta às reivindicações. "Se for
colocada a data, aqueles que quiserem andar vão ficar em cima da
rodovia."
Fonte: Correio 24 Horas


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