Divulgação / ASCOM PC-BA

Dois irmãos, de 28 e 31 anos, foram presos na manhã desta terça-feira (17), em Salvador, suspeitos de agredir violentamente dois homens após uma corrida de mototáxi durante o Carnaval. A ação foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, por meio da 11ª Delegacia Territorial (DT/Tancredo Neves), que cumpriu mandados de prisão preventiva contra os investigados.

O crime ocorreu na madrugada do dia 18 de fevereiro de 2026, no bairro Cabula VI, quando as vítimas retornavam do circuito Dodô (Barra-Ondina) e utilizaram o serviço de mototáxi. Ao chegarem ao destino, houve um desentendimento após o celular de uma das vítimas descarregar, impedindo o pagamento imediato da corrida.

Segundo as investigações, os suspeitos reagiram com extrema violência, iniciando uma série de agressões físicas. Uma das vítimas sofreu lesões graves, com fratura no maxilar, precisou ser internada e passou por cirurgia.

Durante o ataque, os investigados também teriam feito ofensas de cunho homofóbico e discriminatório, o que levou à inclusão do crime de injúria racial. Há ainda indícios de que um dos suspeitos retirou dinheiro de uma das vítimas após as agressões.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que os dois homens são espancados, inclusive quando já estavam caídos no chão. Em um dos trechos, um dos agressores chega a pegar um tijolo e ameaça atingir as vítimas, mas é contido.

As agressões só cessaram após a intervenção de um vizinho, que realizou um pagamento aos suspeitos. Foi a partir dessa ação que a polícia conseguiu identificar os envolvidos.

 

Quase um mês após o crime, uma das vítimas contou, em entrevista à TV Bahia, que ainda enfrenta dificuldades na recuperação. Com o maxilar imobilizado, ele segue com restrições severas, alimentação líquida e sem conseguir retomar a rotina.

“Estou com a boca travada, só posso me alimentar por canudo. Ainda estou muito abalado e com medo de que eles fiquem impunes”, relatou.

Além das sequelas físicas, a vítima também destacou o impacto emocional e financeiro. Sem conseguir trabalhar desde o ocorrido, ele afirma já ter gasto mais de R$ 700 com exames, medicamentos e deslocamentos.

Após o cumprimento dos mandados, os suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça.