
O escrivão da Polícia Civil
identificado pelas iniciais D.S.S., foi preso preventivamente após ser
denunciado pela prática de crimes sexuais nas dependências da Delegacia
Territorial de Capim Grosso entre 2018 e 2024. O Bahia Notícias teve
acesso à denúncia apresentada pelo Ministério Público que detalha as
supostas condutas criminosas contra seis vítimas.
O
servidor será julgado pelos crimes de estupro majorado e importunação
sexual. De acordo com a investigação, o escrivão se valeria de sua
função pública para abordar mulheres que buscavam a delegacia, muitas
vezes por já serem vítimas de violência doméstica.
Em
janeiro deste ano, foi decretada a prisão do suspeito. O juiz da 2ª
Vara das Garantias de Salvador determinou a prisão preventiva do acusado
e determinou seu afastamento imediato do trabalho.
O
magistrado que recebeu a denúncia destacou a “extrema reprovabilidade”
das condutas, descrevendo que o servidor transformou o aparato estatal
em cenário para “práticas predatórias contra mulheres vulnerabilizadas”.
Os relatos incluem olhares lascivos, propostas de encontros, exposição
de órgãos genitais e o uso de ameaças físicas para a prática de atos
libidinosos.
A
decisão ressalta ainda que “os fatos criminosos persistiram por anos,
desde 2018, persistindo mesmo após a instauração de investigações
administrativas e ministerial”. Os casos de 2024 aconteceram após um
afastamento do escrivão.
“Há
informação nos autos de que já houve afastamento administrativo
anterior do cargo pela Corregedoria da Polícia Civil; todavia, vê-se que
tal medida não surtiu o efeito esperado, considerando que os atos
supostamente ilícitos continuaram a ser praticados”, diz um trecho da
sentença.
Em
um dos casos, o denunciado também teria ameaçado dificultar o andamento
das investigações das vítimas, utilizando expressões de cunho sexual
para condicionar a resolução dos problemas das vítimas.
Na
última terça-feira (12), o Delegado-Geral da Polícia Civil da Bahia,
André Augusto de Mendonça Viana, determinou a instauração de um novo
Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que terá o prazo de 60 dias
para a apuração. De acordo com a Polícia Civil, o servidor está afastado
do cargo.
Fonte: Bahia Notícias
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