
O porta-aviões USS Nimitz (CVN-68), um dos maiores do mundo, passou recentemente pelo litoral brasileiro como parte da Operação Southern Seas 2026, que percorre a costa de vários países da América Latina.
Movido a energia nuclear, o navio tem capacidade para mobilizar uma força comparável a um pequeno exército e fez operações por cinco dias no mês de maio. A Marinha dos Estados Unidos diz que a embarcação pode operar dezenas de aeronaves e abrigar até 5 mil pessoas em missões no alto-mar.
A passagem fez parte da Southern Seas 2026, conduzida pela 4.ª Frota da Marinha dos Estados Unidos. A missão incluiu exercícios com marinhas de países aliados dos EUA enquanto o grupo naval contorna a América do Sul.
O USS Nimitz, que foi incorporado à frota americana em 1975, batiza uma classe de porta-aviões nucleares. Com aproximadamente 330 metros de comprimento, funciona como uma base aérea móvel em pleno oceano.
A embarcação é capaz de lançar, receber e coordenar aeronaves em missões de defesa e vigilância, além de dar suporte a operações táticas em terra. Trata-se de uma estrutura projetada para atuar por longos períodos longe da costa.
A Marinha dos Estados Unidos classifica os porta-aviões das classes Nimitz e Gerald R. Ford como os maiores navios de guerra do planeta. Eles foram concebidos para cerca de 50 anos de operação, com reabastecimento nuclear previsto na metade da vida útil.
Por que ele está na costa brasileira?
No Brasil, a missão ocorreu no Rio de Janeiro e envolveu treinamentos no mar com meios brasileiros. Segundo a Marinha do Brasil, participaram as fragatas Independência e Defensora, o submarino Tikuna e helicópteros AH-11B Super Lynx.
A Southern Seas existe desde 2007 e chega à 11.ª edição com foco em cooperação naval, troca técnica e integração entre tripulações de diferentes países.
0 Comentários