Na esquerda, Erik Castro Gusmão Seixas, principal alvo da operação. Na direita, ⁠Luccius Magno Fernandes Neiva Gomes, também preso em esquema

Durante as investigações que culminaram na Operação Iceberg, deflagrada nesta quinta-feira (24), que prendeu um grupo de 12 pessoas suspeitas de tráfico de drogas, a Polícia Civil descobriu que os entorpecentes eram escondidos de forma camuflada em produtos de beleza para serem importados do Paraguai. A estrutura era operada tendo como público consumidor pessoas de alto poder aquisitivo, como médicos, empresários, advogados e outros profissionais.

Segundo informações da polícia, parte dos produtos chegava à Bahia e a Sergipe vinda de um fornecedor de São Paulo. Também foram encontradas informações sobre drogas importadas do Paraguai e transportadas dentro de potes de creme para cabelo.

A droga, apresentada como um produto diferenciado e comercializada com nomes como Ice,Wolf, Dry, Flor 24K  e Refil Hallu Califa, era vendida por valores superiores aos já praticados no mercado ilegal para esse tipo de produto.

Marcelo Botelho Reis foi preso em flagrante com uma arma de fogo. É apontado como comprador com indícios de aquisição de drogas para revenda. A investigação aponta movimentação de mais de R$ 46 mil com Erik. por Reprodução

O comércio acontecia pelas redes sociais, principalmente pelo Instagram, onde os pedidos eram feitos por mensagens privadas e os pagamentos ocorriam principalmente por Pix. As drogas eram entregues em locais combinados, em embalagens discretas e sem identificação do conteúdo.

O grupo teria movimentado mais de R$ 9,6 milhões em mais de 16,6 mil transações bancárias. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 200 milhões em 20 contas bancárias associadas aos investigados, sendo 15 de pessoas físicas e cinco de pessoas jurídicas, além de medidas para tornar indisponíveis veículos e outros ativos.

Os mandados judiciais foram cumpridos em Salvador, Santo Antônio de Jesus, Vitória da Conquista e Ilhéus, na Bahia, além de Aracaju, em Sergipe. Entre os presos estão três homens apontados como integrantes da liderança do grupo. O principal alvo foi localizado no Alto do Itaigara, em Salvador. 

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