Imagem mostra jovem com celular na mão - Metrópoles

O jovem Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, morto pela Polícia Militar (PM) com 27 tiros na madrugada de sábado (10/10), em Moema, na zona sul de São Paulo, fazia tratamento com antidepressivos desde 2025. Os policiais foram acionados para atender a uma ocorrência de tentativa de suicídio, mas atiraram contra o jovem.

Familiares informaram que Santana fazia uso de antidepressivos desde o ano passado. O boletim de ocorrência registra ainda que ele morava com a mãe e as irmãs e era descrito como “toxicômano”, sem especificar quais substâncias usava.

A ocorrência foi registrada às 2h35. A denúncia era de que o jovem estava transtornado e ameaçava atirar contra si mesmo, embora não haja registro de que estivesse armado.

Os policiais encontraram Santana sobre uma passarela na Avenida Moreira Guimarães, onde, conforme o relato dos agentes, ele colocava a mão na cintura, em “postura ameaçadora”. O jovem teria corrido pela passarela e seguido até a Alameda dos Guaramomis, onde se abrigou ao lado de um imóvel na altura do número 1.285.

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Outras três viaturas foram enviadas ao endereço. Oito policiais participaram da abordagem.

Os agentes afirmaram que Santana saiu da área escura onde estava e estendeu os braços na direção deles, segurando um objeto escuro. Era um celular. Os policiais abriram fogo, e um dos soldados disparou 14 vezes contra o jovem.

Ao todo, quatro PMs efetuaram 45 disparos com pistolas calibre .40. Vinte e sete projéteis atingiram Santana na cabeça, no tórax, nas pernas e nos braços.

Câmeras

A equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que foi até o local recolheu as câmeras corporais dos PMs. Foi solicitada a visualização ao encarregado da ocorrência.

“Tivemos acesso e o que se observou foi o seguinte: o indivíduo surge vindo de uma área escura, junto à fachada do imóvel, e estende os braços apontando algo na direção da rua, onde estavam os policiais”, diz o texto do B.O.

Além das câmeras corporais dos PMs, a equipe apontou a existência de outras câmeras de vigilância na região da ocorrência e coletou dados de pessoas de interesse.

Segundo o B.O., o rapaz não tinha antecedentes criminais. O caso foi registrado como resistência e 

Fonte:Metropoles