Hospital 2 de Julho

Cerca de 70 médicos que atuam no Hospital Estadual 2 de Julho, administrado pela Fabamed, estão sem receber salário desde julho. Segundo uma fonte ligada à equipe médica, os profissionais ainda não receberam os valores referentes ao trabalho realizado naquele mês, embora o prazo contratual para o pagamento fosse até meados de setembro.

De acordo com o Portal da Transparência, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), que renovou contrato com a Fabamed em agosto, já fez repasse referente a julho já havia sido feito à empresa. No entanto, a empresa não pagou ou profissionais e nem deu previsão para regularizar os pagamentos.

A fonte afirma que atrasos nos pagamentos já ocorreram anteriormente, geralmente associados à demora no repasse de recursos da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Desta vez, porém, a situação tem sido mais longa do que o normal. O atraso tem gerado insegurança entre os trabalhadores e preocupação com a manutenção da assistência aos pacientes.

A equipe médica atua em diferentes setores da unidade, que conta com pediatria, clínica médica, três Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) adultas e duas pediátricas. Os profissionais cumprem escalas fixas, com plantões de 12 horas, e incluem médicos especialistas, como pediatras e intensivistas, além de profissionais responsáveis por consultas em áreas como endocrinologia, cardiologia e neuropediatria.

O contrato feito com os médicos prevê que os pagamentos sejam realizados em até 40 dias a partir do mês seguinte ao da prestação do serviço. Assim, os valores referentes a julho deveriam ter sido pagos até meados de setembro. No entanto, o repasse não foi realizado aos profissionais, que também relatam pendências relacionadas a outros períodos. Há relatos de médicos que já teriam pedido para sair das escalas.

O valor pago aos médicos varia de acordo com a especialidade. Segundo a fonte, os pagamentos giram em torno de R$ 1,2 mil para profissionais da clínica médica, R$ 1,6 mil para pediatras e cerca de R$ 2 mil para médicos que atuam nas UTIs.

Na última sexta-feira (23), os médicos foram informados que havia uma expectativa de ter respostas até a última segunda-feira (26), mas nenhum pagamento foi feito.

A reportagem ainda não localizou representantes da Fabamed, mas o espaço segue aberto para manifestação.  

Fonte:Correio