Suspeitos foram presos na operação Sombras da Madrugada

Um policial militar identificado como Isaac Santos da Boa Morte está entre os dois homens presos nesta quarta-feira (28), suspeitos pelas mortes do vereador Gleiber da Mota Fernandes e do assessor parlamentar Diego Castro Reis. Os homicídios ocorreram em novembro de 2025, em um sítio na zona rural de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano. As prisões foram realizadas em Camaçari e Salvador, na Região Metropolitana.

O policial foi preso em Camaçari. Já Wesley Rocha Barbosa, outro preso da operação, teve um mandado de prisão temporária cumprido em Salvador. Um terceiro investigado ainda não foi localizado e é considerado foragido. De acordo com as investigações, o duplo homicídio teria sido encomendado e pago aos executores.


Na ocasião, Gleiber e Diego estavam em uma propriedade rural quando o local foi invadido. Os dois foram atingidos por disparos de arma de fogo. O sítio fica em uma área isolada, sem residências próximas, e o acesso é feito por uma estrada de terra. Além das prisões, a Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão nos municípios de Santo Amaro e Camaçari.

Durante a operação, foram apreendidos uma pistola, três celulares e um veículo. Segundo a corporação, o policial militar também foi alvo de outros três mandados de prisão relacionados a homicídios registrados em Santo Amaro. O caso já tinha um suspeito preso. Em dezembro de 2025, Edmar Oliveira de Brito, de 41 anos, foi detido por suspeita de participação nos assassinatos.

Ele trabalhava como assessor do vereador e teve a prisão solicitada após apresentar contradições durante um depoimento, conforme as informações divulgadas sobre a investigação. A operação que resultou nas novas prisões foi coordenada pela 3ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), em Santo Amaro, com apoio de equipes de Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus e do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom).

Também participaram o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e a Polícia Militar da Bahia. 

Correio