Foragido internacional era procurado pela Interpol

Um criminoso russo condenado à prisão perpétua em seu país de origem foi preso neste sábado (10), no bairro de Águas Claras, em Salvador. Segundo as autoridades, o homem estava foragido e tentava estabelecer uma rede de comercialização de armas e munições para facções criminosas brasileiras.

A captura ocorreu durante mais uma etapa da Operação Artemis, conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia, com apoio da Polícia Militar e cooperação da Interpol.


De acordo com as informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), o estrangeiro passou por outros estados brasileiros antes de chegar à capital baiana, onde acabou localizado e cercado pelas equipes policiais.

O homem possui condenação à prisão perpétua na Rússia por crimes relacionados ao tráfico de drogas e ao uso de documentos falsos. Ele também era alvo de uma Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para solicitar a localização e a prisão provisória de pessoas procuradas internacionalmente.

As investigações apontam que o suspeito pretendia estruturar uma rede de distribuição de armamentos, munições e entorpecentes no território brasileiro. A suspeita é de que os produtos seriam destinados a organizações criminosas que atuam no país.

Até o momento, as autoridades não divulgaram a identidade do preso nem detalhes sobre possíveis negociações já realizadas com facções brasileiras.

Com a prisão, os órgãos de segurança brasileiros deverão comunicar oficialmente a captura às autoridades russas e dar início aos procedimentos relacionados à extradição. A eventual entrega do estrangeiro dependerá dos trâmites legais aplicáveis.

O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, destacou a atuação conjunta das instituições estaduais, federais e internacionais na localização do foragido. "Mais uma demonstração da força e da eficiência da integração entre as Forças Estaduais e Federais da Bahia e do Brasil. Seguiremos unidos e norteados pela doutrina do Policiamento Orientado pela Inteligência (POI), combatendo a criminalidade", afirmou. 

Correio