https://midias.correio24horas.com.br/2026/11/05/sandra-ines-moraes-rusciolelli-azevedo-foi-condenada-a-14-anos-e-20-dias-de-prisao-3471519-article.webp

A investigação que levou à condenação da desembargadora aposentada Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo, no âmbito da Operação Faroeste, teve entre seus principais elementos a apreensão de R$ 250 mil em dinheiro. O montante foi encontrado na residência da magistrada e de seu filho, o advogado Vasco Rusciolelli Azevedo, durante as apurações conduzidas pela Polícia Federal.

O dinheiro havia sido transportado de Rondonópolis, no Mato Grosso, para Salvador. O deslocamento da quantia foi identificado pelos investigadores durante o monitoramento das atividades do grupo suspeito de negociar decisões judiciais na Bahia. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o esquema envolvia a comercialização de decisões para beneficiar uma empresa do setor agropecuário. 

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o esquema envolvia a comercialização de decisões para beneficiar uma empresa do setor agropecuário em troca de pagamentos. As investigações apontaram a negociação de pelo menos três decisões judiciais.

De acordo com o relator do processo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Og Fernandes, Sandra Inês utilizou a posição que ocupava no Judiciário baiano para negociar os provimentos e orientar a elaboração de fundamentos jurídicos que disfarçassem a venda das decisões.

A Corte Especial do STJ condenou a desembargadora, nesta quarta-feira (4), a 14 anos e 20 dias de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Seu filho também foi condenado a 13 anos e 11 meses de prisão, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Os dois ainda perderam os respectivos vínculos com o serviço público, no caso da magistrada, com a cassação da aposentadoria compulsória.

A decisão integra os desdobramentos da Operação Faroeste, que investiga um esquema de comercialização de decisões judiciais na Bahia. Na mesma ação, o empresário Nelson José Vigolo e o advogado Vanderlei Chilante também foram condenados, enquanto o advogado colaborador Júlio Cesar Cavalcanti Ferreira recebeu perdão judicial. 

Correio