Polícia Civil

Presos por tortura e racismo após queimarem com ferro quente um jovem negro com deficiência auditiva, dois empresários disseram que foi “brincadeira”. “Alegaram: ‘estávamos brincando’. Foi uma crueldade, pegar uma pessoa pobre, indefesa, e ferrar como se ferra animal”, disse o delegado Cláudio Oliveira, titular da delegacia de Livramento de Nossa Senhora.

Donos de um galpão de cereais, os suspeitos também respondem por lesão corporal. O delegado informou que comunicou o caso ao Ministério dos Direitos Humanos. O episódio expõe mais do que violência brutal: remete a práticas desumanas associadas à escravidão e escancara a crença na impunidade.

Se marcar um animal com ferro em brasa pode configurar maus-tratos, a barbárie cometida contra um ser humano revela um crime ainda mais perverso. 

Correio