Os primos Rodrigo Faria Sena dos Santos (esquerda) e Davi de Jesus Ferreira (direita)

Rodrigo Faria Sena dos Santos, de 37 anos, voltou a ser preso nesta segunda-feira (27), após se entregar à polícia na 27ª Delegacia Territorial de Itinga, em Lauro de Freitas. Ele é suspeito de envolvimento na morte da adolescente Thamiris dos Santos Pereira, de 14 anos. O corpo da jovem foi localizado em uma área de mata em 19 de março. 

Rodrigo Faria, conhecido como 'Farinha', teve o mandado de prisão preventiva cumprido. Ele já havia sido preso no mesmo dia em que o corpo de Thamiris foi encontrado, mas foi liberado. 

Segundo a Polícia Civil, o pedido para conversão da prisão temporária em preventiva foi apresentado dentro do prazo legal, porém não houve deferimento da medida pela Justiça, o que resultou na liberação de Rodrigo Faria. Ele se apresentou nesta segunda (27) à delegacia na presença de um advogado. 

"As investigações continuam em andamento, com diligências para identificar todos os envolvidos no homicídio, esclarecer a dinâmica dos fatos e a motivação do crime", afirma a polícia. 

Relembre o caso 

As investigações apontam que Rodrigo Faria Sena dos Santos teria recebido ordens do primo, que está preso desde fevereiro, para matar a jovem. A polícia acredita que Davi de Jesus Ferreira suspeitava que Thamiris havia o denunciado à polícia por violência doméstica e, por isso, determinou a morte da adolescente.

Rodrigo, então, teria atraído Thamiris após a jovem voltar da escola. Imagens de câmeras de segurança registraram parte do trajeto da adolescente logo após deixar o colégio, em 12 de março. Ela usava uniforme escolar e carregava uma mochila. Depois de ser atraída por Rodrigo, a adolescente teve o celular vistoriado e foi morta. Os primos têm envolvimento com o tráfico de drogas em Itinga, conforme as investigações.

O corpo só foi localizado uma semana depois, em uma zona de mata em Cassange. Os pertences de Thamiris, como relógio e uniforme, estavam dentro de uma sacola plástica ao lado do corpo. A perícia realizada pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) determinará se ela foi ou não vítima de abuso sexual. 

Correio